Notas colocadas no Facebook de há uns tempos para cá.
1. Cá para mim é um escândalo. Uma coisa sem nome. O PSD - que NÃO É DE ESQUERDA - resolveu apresentar um programa que NÃO É DE ESQUERDA. Isto só neste país. 9 Maio 2011
2. Síntese de uma primeira visita à Feira do Livro: do ponto de vista do que verdadeiramente interessa, importa analisar com atenção as bancas da Prefácio e da Imprensa de Ciências Sociais (ala à direita de quem sobe). 6 Maio 2011
3. Os opinadores afectos ao PCP estão muito escandalizados com o facto de Bin Laden ter sido morto pelos EUA. Ou seja, com o facto de um exército ter eliminado o líder de outro exército. Adoraria ter visto a mesma reacção quando o Exército de José Eduardo dos Santos matou Jonas Savimbi. Mas não vi. Nem eu nem ninguém. Pelo contrário: rejubilaram! 3 Maio 2011
4. Não me venham com pacifismos, plize. O que se passou com Obama foi um acto de guerra. Operacionais de um exército mataram o líder de outro exército. Já aconteceu em muitas guerras e há-de voltar a acontecer noutras. 2 Maio 2011
5. Vasco Lourenço diz que Otelo Saraiva de Carvalho se tornou um "simbolo do descrédito". Eu pensava que bastava para isso ter estado - depois do 25 de Abril! - preso cinco anos condenado por terrorismo. 25 Abril 2011
6. Terrível ironia do destino: em 1974 foram sobretudo militares do Exército a fazer cair a ditadura. 37 anos passados são militares do Exército os primeiros agentes do Estado a sentir no bolso que o Estado faliu. 24 Abril 2011
7. A diferença entre o défice de 2010 anunciado em Fevereiro deste ano e o défice de 2010 anunciado ontem é de 3,74 mil milhões de euros. Dava (e sobrava) para acrescentar sete submarinos novinhos aos indispensáveis dois que já cá temos. 24 Abril 2011
8. Eu bem tento mas está difícil (acreditar que o défice se 2011 será 4,6). Podem-me garantir que as "novas" despesas que fizeram engordar o défice de 2010 não serão repetidas este ano. Garantem-me tudo. Mas custa a acreditar: em Fevereiro deste ano o primeiro-ministro e o ministro das Finanças também nos garantiam que o défice de 2010 seria de 6,9. E já vai em 9,1. [Adenda: para surpresa de toda a gente, Sócrates anunciou entretanto, quando fez a comunicação sobre o acordo com a 'troika', que afinal o défice de 2011 vai ser de 5,9 e não 4,6]. 24 Abril 2011
9. É claro que o PIG (Povo Idiota e Grunho) que deu dois governos a Sócrates e de que Manuela Moura Guedes se queixa é exactamente o mesmo que lhe dava a ela audiências astronómicas na TVI. É isso que a senhora não entende. Ela, como o seu "jornalismo" (aspas, muitas aspas) alimentou a "criatura". Na verdade são verso e reverso da mesma medalha. Estão um para o outro. 23 Abril 2011
10. O PSD parece apostado em cumprir todos os clichets da idiotice eleitoral. Exemplo 1: contratar "marqueteiros" brasileiros desfasados da realidade nacional; Exemplo 2: expor Passos como homem de família, trazendo a mulher para o espaço público, sendo que a senhora parece tudo menos à vontade e desejosa disso. Vão-se arrepender. Mas então já será tarde de mais. 23 Abril 2011
11. Vá, admitamos: de um ponto de vista estrito de inteligência eleitoral táctica ninguém pode considerar o PS como um partido burro. Portanto, sendo assim, pergunto: que sentido faria colocar nas listas de candidatos a deputados pelo PS um homem politicamente leproso, como o ministro Teixeira dos Santos? 22 Abril 2011
[Para já é tudo. Depois se verá]
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Nenhuma delas devidamente fundamentada
Publicada por
João Pedro Henriques
à(s)
13:13
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
quinta-feira, 17 de março de 2011
Disse eu e disse muito bem
Hoje, na minha página no Facebook.
1. Pensais vós, ó gentes, que o engº Sócrates tenderá a desaparecer politicamente, depois das próximas eleições, se perder? Pois estais muito enganadas, ó gentes. O engº Sócrates vai andar entre nós até ao resto dos nossos dias. Rejubilai!
2. O papel importante do Presidente da República é DEPOIS das eleições. Agora só terá de lidar com factos consumados: todos querem eleições. DEPOIS, se Sócrates perder, tentará tudo para que haja um bloco central (talvez com o CDS). Com uma nova liderança, o PS hesitará. Mas o coro pró-aliança com o PSD tenderá a engrossar. É isso ou ser oposição. Partilhar o "pote" ou não partilhar; ter emprego ou não. Os "boys" são o que são.
3.Vai começar (ou já começou) a semana mais difícil da vida política de Pedro Passos Coelho. Ou aguenta ou morre. Para já parece que aguenta.
1. Pensais vós, ó gentes, que o engº Sócrates tenderá a desaparecer politicamente, depois das próximas eleições, se perder? Pois estais muito enganadas, ó gentes. O engº Sócrates vai andar entre nós até ao resto dos nossos dias. Rejubilai!
2. O papel importante do Presidente da República é DEPOIS das eleições. Agora só terá de lidar com factos consumados: todos querem eleições. DEPOIS, se Sócrates perder, tentará tudo para que haja um bloco central (talvez com o CDS). Com uma nova liderança, o PS hesitará. Mas o coro pró-aliança com o PSD tenderá a engrossar. É isso ou ser oposição. Partilhar o "pote" ou não partilhar; ter emprego ou não. Os "boys" são o que são.
3.Vai começar (ou já começou) a semana mais difícil da vida política de Pedro Passos Coelho. Ou aguenta ou morre. Para já parece que aguenta.
Publicada por
João Pedro Henriques
à(s)
13:12
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
domingo, 13 de março de 2011
No conforto do seu posto de observação na Marmeleira, Pacheco Pereira usou, para comentar a manifestação dos "à rasca" - a maior manifestação não sindical e não partidária vista em Portugal desde o 25 de Abril -, o seu truque habitual sempre que a realidade não lhe convém: não comenta os factos; comenta o jornalismo sobre os factos. JPP deveria reponderar prioridades: ver menos TV. E trabalhar mais. Aguardo há anos pelo IV volume da biografia de Álvaro Cunhal. Até o seu amigo José Manuel Fernandes já parece ter percebido que o seu prazo de validade como comentador caducou.
Publicada por
João Pedro Henriques
à(s)
17:55
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Passe de muleta
É tão lindo vermos a inteligência em funcionamento. A sério, sem ironia: gosto mesmo muito (quase me comove). Estava o dr. Passos todo contente com o seu habitual número do "agarrem-me senão mato-o" (ao engº Sócrates), agora com o PEC 4, e veio o dr. Portas e zuca! obrigou o dr. Passos a ter mesmo de o votar na AR, quer queira quer não queira (e notoriamente não queria). Temos eleições em Junho. Boa noite e boa sorte.
Publicada por
João Pedro Henriques
à(s)
16:36
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
quinta-feira, 10 de março de 2011
A posse - duas notas
1. O que Cavaco Silva ontem fez no seu discurso de tomada de posse foi pormenorizar o seu programa de Governo. Portanto, é no mínimo precipitada a imensa alegria dos sociais-democratas com o discurso do PR. Na verdade ele quer o que sempre quis: governar. E seja lá quem for o primeiro-ministro, Sócrates ou Passos. Se quiser ir a algum lado o PSD tem de salvaguardar como muito preciosa a sua autonomia estratégica face ao PR.Não é o mais importante - mas é importante.
2. O ciclo mudou. Cavaco Silva, liberto dos "ditames da reeleição" (expressão de Jaime Gama no seu discurso), assume a sua verdadeira intenção: dar ao Governo as suas "linhas de orientação", ou, numa palavra, governar. Tendo portanto a estar de acordo com a ideia do mandato único para o PR. Convém alguma constância na interpretação presidencial dos seus poderes e não uma interpretação de geometria variável, conforme as suas ambições eleitorais.
PS. Duas notinhas publicadas também aqui.
2. O ciclo mudou. Cavaco Silva, liberto dos "ditames da reeleição" (expressão de Jaime Gama no seu discurso), assume a sua verdadeira intenção: dar ao Governo as suas "linhas de orientação", ou, numa palavra, governar. Tendo portanto a estar de acordo com a ideia do mandato único para o PR. Convém alguma constância na interpretação presidencial dos seus poderes e não uma interpretação de geometria variável, conforme as suas ambições eleitorais.
PS. Duas notinhas publicadas também aqui.
Publicada por
João Pedro Henriques
à(s)
11:14
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
terça-feira, 1 de março de 2011
"Ah, mas isso não se pode dizer! Pode, pode."
Publicada por
João Pedro Henriques
à(s)
11:48
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Publicada por
João Pedro Henriques
à(s)
11:20
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
O verdadeiro "discurso do Rei"
Nesta hora grave, talvez a mais decisiva da História, envio a todas as famílias dos meus povos, tanto aqui como no estrangeiro, esta mensagem, dita com a mesma profundidade de sentimentos para cada um de vocês como se eu fosse capaz de atravessar a soleira da vossa porta e falar convosco pessoalmente.
Pela segunda vez na vida da maioria de nós, estamos em guerra.
Repetidamente tentámos encontrar uma forma pacífica para resolver as diferenças entre nós e aqueles que agora são nossos inimigos, mas foi em vão.
Fomos forçados a um conflito, para o qual somos chamados com nossos aliados, para enfrentar o desafio de um princípio que, se vencesse, seria fatal para qualquer ordem civilizada do mundo.
É um princípio que permite a um Estado, na sua busca egoísta de Poder, ignorar os seus tratados e compromissos solenes, que sanciona o uso da força ou ameaça de força contra a soberania e a independência de outros Estados.
Tal princípio, despojado de todo o disfarce, é seguramente a mera doutrina primitiva de que a Força é o Direito, e se esse princípio fosse estabelecido através do mundo a liberdade do nosso país e de toda a Commonwealht estariam em perigo.
Mas, muito mais do que isso, os povos do mundo seriam mantidas cativos pelo medo e seriam abolidas todas as esperanças de paz e de segurança, de justiça e liberdade, entre as nações.
Esta é a questão principal que nos confronta. Por tudo o que defendemos, e da ordem e da paz mundiais, é impensável que recusemos enfrentar este desafio.
É para este elevado propósito que agora chamo o meu povo em casa e os meus povos através dos mares, que deles farão a sua causa própria.
Peço-lhes para ficarem calmos e firmes e unidos neste momento de provação.
A tarefa será difícil. Pode haver dias negros pela frente, a guerra já não pode ser confinada aos campos de batalha, mas só podemos fazer o Bem como o vemos, e reverentemente comprometer a nossa causa a Deus. Se todos e cada um nós nos mantivermos resolutamente fieis a essa causa, prontos para qualquer serviço ou sacrifício que pode exigir, então, com a ajuda de Deus, venceremos.
Que Ele nos abençoe e proteja.
Publicada por
João Pedro Henriques
à(s)
10:53
1 comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Fôlego
O que eu gostava de poder escrever frases assim (encham o peito de ar):
A princesa Ghislaine de Polignac, nascida Ghislaine Brinquant em Biarritz a Victor Brinquant e a sua mulher, Simone Durand de Villers, de uma família das Landes, casada em 1939 em Paris com o príncipe Edmond de Polignac, chefe de uma das grandes casas de França, perdidamente apaixonado por aquela rapariga loira e singularíssima de quem viria a divorciar-se sete anos mais tarde indo logo a seguir a tribunal tentar - em vão - impedi-la de usar o título de princesa de Polignac (mudaria apenas de princesse Edmond de Polignac para princesse Ghislaine de Polignac), que morreu em Janeiro na sua casa de França e por cuja alma foi celebrada uma missa em Paris no passado dia 3, foi uma das mulheres que mais animaram colunas de escândalos e intrigas mundanas, de um e do outro lado do Atlântico, nas décadas a seguir ao fim da Segunda Guerra Mundial, falando de outras e dando que falar dela (num pequeno poema satírico com conselhos a estrangeiros que quisessem conquistar Paris escrevera c'est chez Pam qu'on va baiser - Pam era a nora de Churchill que viria a morrer em 1997, viúva de Averrell Harriman depois de longos casos, inter alia com Gianni Agnelli, afogada na piscina do Ritz em Paris, para onde Clinton a nomeara embaixadora dos Estados Unidos) sendo protagonista ou testemunha de histórias escabrosas e divertidas de que ficamos a saber não só por fragmentos de memória de fofocas coevas mas porque muitos amigos e amigas da princesa eram homens e mulheres de letras, deixando um rastro de romances, de livros eruditos (talvez a biografia de Talleyrand mais perceptiva e bem escrita se deva a Duff Cooper, ministro de Churchill, embaixador britânico em Paris a seguir à guerra, femeeiro inveterado e amante de Ghislaine), livros de memórias (a mulher de Duff, Lady Diana Cooper, lembra nas dela o escândalo quando Ghislaine fora posta na rua de casa dos milionários americanos que visitava em Nova Iorque depois de a mulher ter voltado cedo do cabeleireiro e a ter apanhado na cama com o marido, indo dar a notícia aos outros convidados: "Tenho imensa pena dela. É verdade que, entre cem milhões de americanos, foi um disparate ir escolher aquele, mas coitada ter de voltar para Rheims a toque de caixa, com o rabo entre aquelas pernas desgovernadas. Uma humilhação".
Publicada por
João Pedro Henriques
à(s)
16:32
0
comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Publicada por
João Pedro Henriques
à(s)
11:20
1 comentários
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Subscrever:
Mensagens (Atom)

